Homofobia, fascismo, machismo, preconceito, entre outros jargões esquerdistas se tornaram modinhas no mundo atual. Hoje, o simples exercício da liberdade de expressão, algo teoricamente permitido na democracia, pode ser considerado como alguns desses chavões. Em um jogo de futebol, no calor e adrenalina da partida, é comum xingamentos entre os jogadores, inclusive do mesmo time. Ao termino, se cumprimentam e tudo volta ao normal. Mas basta um jogador, sem pensar, em momento de nervosismo, chamar o outro de “macaco” para ser tachado de racista. A mídia sensacionalista faz leituras labiais e mostra inúmeras vezes a cena, até convencer o telespectador que tal atitude se trata de racismo, faltando somente comparar tal atleta a Hitler, ou ligá-lo a Ku Klux Klan. Mas esse jogador que “ofendeu” o outro tem companheiros negros em seu time, com certeza tem amigos negros e, não poucas vezes, até em sua família. No entanto, é tido com um racista.
Há alguns anos conheci um negro que tinha o apelido de Chipanza, uma alusão a chimpanzé. Tempos depois, um que era chamado de Macaco pelos amigos mais próximos. Ambos encaravam de maneira natural tais apelidos, como muitos aceitam apelidos de Gordo, Magrão, Neguinho, Negão. Hoje, tanto a alcunha Chipanza quanto Macaco seriam vistas como preconceito racial, não importando se esses nomes eram dados por amigos íntimos, que conviviam em seu próprio meio.
No Brasil, pessoas de cabelos claros – nem precisam ser louras – são chamadas de Alemão; japonês ou mestiços, de Japa; árabes, de Turco – e nem turcos são; chineses, de China. Sempre foi assim. No entanto, chamar um negro de negro, ou um judeu de judeu, virou ofensa. Mas se o sujeito é mesmo negro ou judeu, por que não se pode usar esses termos? Será que é ofensa chamar uma pessoa por sua raça ou nacionalidade? Isso faz crer que a própria pessoa, ao ficar ofendida, considera uma ofensa o que ela realmente é.
Lembro de um trabalho que fiz na faculdade, no qual entrevistei um libanês, dono de uma loja de tecidos no Bom Retiro. No cartão da loja, estava escrito o nome pelo qual era conhecido: “Turquinho”. Nunca se esquecendo que libaneses são árabes, e não turcos. Um amigo meu trabalhava na “Oficina do Neguinho”. No bairro onde moro, havia o "Bar do Alemão". Sempre foi comum as pessoas terem apelidos relacionados a sua origem, ou tão somente porque suas características físicas lembram uma determinada raça.
É comum chamar português de portuga, ou japonês de japa, ou as vezes um italiano de carcamano. Piadas de português burro e de turco pão-duro são comuns e aceitas com naturalidade, mas piadas de negro, de judeu, ou gay, são vistas como preconceituosas. Certas pessoas, raças ou orientação sexual, se tornaram intocáveis. Qualquer menção a elas, pode ser considerado crime de preconceito.
O resultado disso é uma outra forma de preconceito. Enquanto esses grupos citados recebem status, cria-se um preconceito contra quem não é negro, nem judeu, e nem homossexual. Que já existiu muito racismo, isso não há dúvida, no entanto, é algo que vem diminuindo muito. Haja vista os casais de raças diferentes que vemos todos os dias nas ruas. No Brasil, todo mundo se sente em casa. Se certos povos que vivem aqui, como judeus e árabes, por exemplo, são maís difíceis de se misturarem, é muito mais por uma questão cultural e religiosa do que racial. O brasileiro é o povo menos preconceituoso que existe e mais aberto a assimilação do outro.
Este pensamento de que tudo é preconceito e racismo, e essas ideias segregacionistas travestidas de “igualitarismo” que dele se derivam não passam de mera falácia promovida por grupos de agitadores esquerdistas que visam tão somente a desunião da nação. Está intimamente ligada com a hedionda e execrável ideia da luta de classes que tanto tem envenenado mentes e promovido a discórdia entre populações do mesmo sangue e de uma mesma nação. O que precisamos é de uma nação unida, só assim alcançaremos a força que este país merece. E para isso devemos deixar de frescura e encarar as coisas como elas realmente são.
Por Artur da Costa e Silva
Nenhum comentário:
Postar um comentário