segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Mais um 7 de Setembro e não Temos a Bomba


Chegamos a mais um 7 de Setembro, data mais importante da história deste meu amado Brasil, e nossas forças armadas ainda estão no século 19: não entramos na Era Nuclear. Gostaria de saber o que passa na cabeça de nossos governantes e autoridades militares que não se deram conta, ou pelo menos fingem, da necessidade de tão importante artefato para a segurança e supremacia nacional.
Desde os primórdios da vida na terra, foi a lei do mais forte quem regeu os rumos que o planeta iria tomar. E com a evolução do homem isso não mudou. Pelo contrário, se intensificou. A “seleção natural” prevaleceu. Povos mais fracos foram dizimados ou escravizados. Esta ordem natural existe muito antes do homem, e não podemos mudá-la, apenas segui-la.
Com as duas bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos no Japão em 1945, o mundo entrou na Era Nuclear, e nações que não ingressaram neste seleto grupo, o das potências atômicas, são alvos fáceis de qualquer país mais bem armado e têm sua inviolabilidade territorial ameaçada. Possuir armas nucleares é o básico da segurança nacional de qualquer grande nação, mas devem vir acompanhadas de outros equipamentos de última geração, como aviões, submarinos, porta-aviões, tanques etc, além, é claro, de armas químicas e biológicas, e um contingente militar digno.
Armas nucleares, na realidade, não foram feitas para serem usadas e sim para imporem respeito. Os ataques a Hiroshima e Nagasaki foram uma demonstração de força dos Estados Unidos que já viam soprar os ventos da Guerra Fria. Elas servem mais para manterem a paz, do que causarem guerra. Se durante a Guerra Fria, norte-americanos e soviéticos nunca foram a vias de fato, foi porque ambos os lados possuíam artefatos nucleares, e isso causou medo e respeito mútuo. Se o Iraque foi invadido, é porque todos sabiam que não tinha nenhuma arma de destruição em massa. Esse é o motivo que até agora ninguém levantou um dedo contra a Coréia do Norte. Eles gritam aos quatro quantos do mundo que possuem tais armas e não hesitarão em usá-las se necessário. Nenhum Estado, por mais forte que seja, tem coragem de declarar guerra ou invadir uma potência nuclear.
Com uma extensão territorial como a nossa, onde estão nossos mísseis? Com uma costa marítima como a nossa, onde estão nossos submarinos nucleares? Será que nossos ilustres governantes ainda pensam como colônia? Será que não têm um mínimo de ambição de ver o Brasil se tornar uma grande potência, ou estão esperando nossa pátria ser ameaçada para tomarem providência?
Devemos comemorar este 7 de Setembro, mas sem jamais esquecer do que o Brasil realmente precisa para se tornar uma grande potência e totalmente independente. Somente os mais aptos sobrevivem. Brasil acima de tudo.

Por Artur da Costa e Silva

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